Grafite e Pichação: os dois lados que atuam no meio urbano.
Nas civilizações mais antigas, como a dos egípcios, ocorria a narração
de fatos em hieróglifos nas paredes dos túmulos dos faraós.Apesar de
predominar a função decorativa e a aplicação de técnicas requintadas,
ainda pode-se distinguir e perceber relatos e mensagens que tinham como
finalidade retratar os objetivos, os feitos e oscultos aos grandes
líderes (Gitahy, 1999). Atualmente pode-se dizer que qualquer obra,
tenha ela sido criada com o objetivo de decorar ou de comunicar,
considera-se como uma manifestação cultural,incluindo-se, também, a
pintura rupestre. As manifestações culturais também fazem parte, na sua
grande maioria, do conceito de arte. O desenho e suas variações como
pinturas, rabiscos, gravuras e até mesmoesculturas são vistas como arte
e, consequentemente, possuem um ponto de vista, uma moral, um
sentimento, uma forma de expressão ou uma forma de comunicação.
Com o crescimento urbano e a falta decompetência dos órgãos públicos e
dos governantes, começam a aparecer os problemas da grande densidade
populacional: a falta de emprego,
de infraestrutura, de transporte, de serviços de saúde e desegurança e,
consequentemente a opressão das classes menos favorecidas. Todos estes
fatores levam ao aumento da criminalidade, à criação do pensamento em
que o fim justifica os meios; o fim é a busca dosucesso e do poder.
Aparecem aqui dois grupos: os pichadores e os grafiteiros. No grupo dos
pichadores prevalece um nível de confrontação violenta e provocação da
autoridade, sem qualquer pretensãoartística e insere-se em uma espécie
de jogo, com dois desafios a serem vencidos, um interno e outro externo
ao grupo dos pichadores que é deixar sua marca no lugar de mais difícil
acesso – seja pelatopografia, seja pela vigilância ou proibição de
acesso – e não ser pego pela polícia ou vigilância.Quem vence esses desafios é respeitado e
legitimado como participante do grupo. Já no grupo dos grafiteiros
prevalece o lado artístico, do humor, das mensagens e da moral, almeja
visibilidade e reconhecimento como artista pela sociedade. Apesar de
possuírem esta diferenciação existe um ponto comum que permanece entre
pichação e grafite: a assinatura pessoal também chamada de tag. Essa é a
marca registrada, o sinal de autoria da obra, e todo grafiteiro ou
pichador tem o seu (Lazzarin, 2007).
Vale ressaltar que o grafite é uma forma de pichação, mas difere, em muito do significado mais moderno de pichação
“Grafite tem origem no termo italiano graffito, que deriva do latimgraphium.
Inicialmente, designou um estilete utilizado para escrever sobre placas
de cera. Posteriormente, a forma plural, graffiti, nomeou as inscrições
gravadas na pré-história e na antiga Roma. Em 1965, a palavra graffiti
foi utilizada para definir as pichações com spray e, nos anos 70, para indicar as modernas pinturas
feitas com a mesma tinta. O termo pichação remete às inscrições
realizadas com piche em muros na antiga Roma. Adquiriu arbitrariamente uma conotação
pejorativa, quando se tornou uma prática de protesto social nos bairros
periféricos de Nova Iorque, na década de 1960, e, mais tarde, quando foi
utilizado por torcidas organizadas em práticas ilegais ou por grupos de
controle do narcotráfico, mais especificamente nos bairros do Bronx e
Harlem” (Schultz, 2010). Apesar de existir uma distância física e
temporal entre a antiga civilização Romana e as grandes metrópoles
contemporâneas, percebe-se a influência que estas exerceram sobre as
sociedades modernas. Este tipo de manifestação cultural evoluiu e, com o
passar de tempo, inspirou artistas nas práticas de pinturas e gravuras.
Ele ressurgiu no século XX como uma forma de se expressar de maneira
rápida, graças à criação de tinta em spray, e também é utilizada como
forma de marcação. As linhas, cores, figuras eformatos
do grafite sempre são incentivados por temas referentes à sociedade
moderna, por isso, ele pode ser classificado como linguagem social e, na
maioria dos casos, uma arte. http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Grafite-e-Pincha%C3%A7%C3%A3o/54029879.html Postado por Géssica Bom de Barros
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