quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O grafite ou pichação, como alguns gostam de definir como ato de vandalismo, também é usado para apelos sociais!!!!

BY Adriana Lima 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O Grafite x Pixação

A Diferença entre os dois

A pichação vem causando polêmica cada vez mais entre a sociedade. Então resolvemos colocar isso em debate.Vamos conhecer agora o que é o grafite e o que é a pichação.

Por Diego Lima e Suyane Oliveira


Existe uma grande diferença entre grafite e pichação. A diferença é que grafite é considerado uma arte de rua, já a pichação não é considerada uma arte, e sim uma atitude de vandalismo. A pratica de pichar pode levar uma pessoa á cadeia durante muito tempo. A mais recente arma contra a ação dos pichadores é o artigo 65 da lei dos crimes ambientais, número 9.605/98, existente desde1998 e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa.
 As pessoas que têm o costume de pichar, disputam com outros pichadores para saber quem picha mais alto. Daí os prédios, praças,  edifícios públicos e privados ficam sujos.  Uma solução criativa para evitar a pichação é transformar os muros de edifícios em telas de arte.  Outra solução para acabar de vez com a pichação é levar os pichadores para conhecer a arte. Então é aí que aparece o grafite. 
 Os grafiteiros procuram tirar as pessoas da ´´malandragem´´ e levar pichadores para o caminho da arte.
O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura do castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra-de-arte . 
O rei falou que quando eles começaram  havia estranhado, pois nunca tinha visto uma arte assim tão bonita.
Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte muito bela. Porém, mesmo que o grafite seja muito belo, tem gente que não gosta desse tipo de arte.
                                                     
A PICHAÇÃO NA SOCIEDADE ATUAL
A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada como simples caso, pois situa dentro de outros contextos da cidade. Quem é que nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? 
Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade, tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. Geralmente, não todas, as pessoas que picham são membros de gangues. E isso acaba contribuindo para a violência nas ruas da cidade.
O movimento dos pichadores é tão grande nas cidades, que o governo está tomando atitude de ceder muros para eles não picharem mais a rua. Afinal, pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio (público, privado) com uma lata de spray ou rolo de tinta.
Diferentemente do grafite, cuja preocupação é a ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos. No geral, consiste em fazer algo que para eles é uma arte e para a sociedade é o ato de vandalismo.
O grafite trata-se de um movimento, organizado nas artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa idéia. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PROJETO PAPUCAIA CESPP -GRAFITI NO CESPP
10 DE SETEMBRO CACHOEIRAS DE MACACU

"Ter o suor, cada gotinha de tinta e trabalho valorizado já é gostoso, feito por quem a gente gosta é melhor ainda. "

Arte Urbana- made in macacu!

NO FACE É SÓ PROCURAR PROJETO PAPUCAIA
BY ADRIANA LIMA 








quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Termos e Gírias

Olá galera! Andei fazendo algumas pesquisas e achei legal postar os termos e gírias que os grafiteiros costumam usar no dia-a-dia,.


TERMOS E GÍRIAS 
  • 3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
  • Asdolfinho - Novo estilo de grafite desenvolvido por americanos, no qual é visado a pintura animal.
  • Backjump - Comboio pintado em circulação, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
  • Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.
  • Bombing - Grafite rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.
  • Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no grafite.
  • Cap - Cápsula aplicável às latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc.).
  • Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a grafite.
  • Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com dois a 4 letras) em cada obra.
  • Cross - Pintar um grafite ou assinatura por cima de um trabalho de um outro writer.
  • Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.
  • End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
  • Fill-in - Preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um grafite.
  • Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.
  • Highline - Contorno geral de todo o grafite, posterior ao outline.
  • Hollow - Grafite ou Bomb que não tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegal
  • Inline - Contorno das letras, realizado na parte de dentro das letras.
  • Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
  • Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade.
  • Roof-top - Grafite aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que é uma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.
  • Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um grafite.
  • Tag - Nome/Pseudónimo do artista.
  • Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenas contorno).
  • Top to bottom - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
  • Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.
  • Train - Denominação de um comboio pintado.
  • Whole Car - Carruagem inteiramente pintada, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
  • Whole Train - Um comboio com todas as carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
  • Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do grafite.
  • Writer - Escritor de grafite.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafito

Bethlehem-wall-graffiti-1

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O GRAFITE DEIXOU DE SER VISTO COMO UMA AÇÃO DE VÂNDALOS PARA SE TORNAR ARTE!!!!!
BY ADRIANA LIMA


Matéria muito interessante da Revista o Globo sobre a Arte do Grafite !!
By Adriana Lima

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ALGUNS DOS MAIORES GRAFITEIROS BRASILEIROS

Eduardo Kobra

Com apenas 11 anos de idade, Kobra iniciou sua carreira artística na periferia de São Paulo. Com a criação do estúdio Cobra em 1990, o artista ganhou destaque pelas suas qualidades como designer pelo realismo de suas pinturas. Sua ligação com o passado fez com que surgisse o projeto “Muro de Memórias” que busca transformar a paisagem urbana com referências de outras épocas. O projeto está presente em cidades como Atenas, Lyon, Londres, Nova York, Miami e Los Angeles.


Zezão

Influenciado pelos trabalhos de Os Gêmeos e Binho Ribeiro, Zezão se voltou ao mundo artístico nas ruas em 1995. Com a falta de lugares para grafitar nas ruas, ele buscou ambientes underground e abandonados nos quais ele poderia fazer e fotografar suas obras que traziam os estilos Bomber e o Flop. Isso fez com que Zezão passasse por esgotos, bueiros, estações de tratamento, enfim, os lugares mais inóspitos da cidade. Tudo pela sua arte. Hoje ele tem seu trabalho exposto em galerias, museus, restaurantes e até cômodos de casas, além de ser um dos grafiteiros mais reconhecidos do país.


Postado por Sabrina Faltz Cordeiro


Está rolando no Sesc Nova Friburgo uma exposição sobre Grafite, com o tema  Grafite em Movimento. Esta é uma iniciativa do trabalho desenvolvido sobre artes urbanas que foi explorado durante o Festival de Inverno nos meses de julho e agosto.




  1. Sesc Nova Friburgo
  2. Endereço: Av. Pres. Costa e Silva, 231 - Centro, RJ, 28605-010
  3. Telefone:(22) 2543-5000
    Horário:
     
    Aberto hoje · 07:00–21:00
Postado por Tathiana Paccheco Pereira

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A arte de grafitar


31/07/2013

A arte de grafitar


Diego e Maicon: dois dos precursores do grafite em Nova Friburgo

 Diego e Maicon: dois dos precursores do grafite em Nova Friburgo

Vinicius Gastin



A pichação e o grafite, o vandalismo e a arte. A segunda é uma evolução da primeira, tanto do ponto de vista artístico, quanto em termos de responsabilidade. A partir deste princípio, é preciso pontuar as diferenças entre ambas e, para notá-las, basta observar os dois trabalhos. Enquanto o pichador atua pela emoção de escrever algo em um lugar desafiador — que seja alto ou de difícil acesso, por exemplo — os grafiteiros prezam pela beleza do desenho em uma elaboração mais complexa. "Nós fazemos o trabalho para ser apreciado pelas pessoas”, conta Diego Moneratt Azevedo, 24 anos.
O grafite moderno surgiu a partir do movimento de Maio de 1968, quando inscrições de caráter poético-político foram feitas nos muros de Paris, e se desenvolveu posteriormente em Nova York no fim dos anos 70, dentro da cultura hip hop — uma influência estética muito forte neste tipo de arte até os dias de hoje. Em Nova Friburgo, o grafite passa por um processo de expansão, mas paralelo ao trabalho desenvolvido pelo grupo a ousadia dos pichadores ameaça a originalidade e o verdadeiro objetivo dos desenhos nas paredes e muros. "Quando eles perceberam que nós estávamos usando os muros, começaram a usar também”, conta Diego. "Na verdade, o grafite é contra a pichação. O nosso trabalho, inclusive, começou tapando as pichações e fizemos esse procedimento em Duas Pedras. Existe até uma rivalidade entre grafiteiros e pichadores por conta disso. Eu conheci pessoas que faziam esse trabalho, e convidei alguns deles para fazer o grafite. Isso nos atrapalha. Por conta das pichações, as pessoas acham que estamos estragando os muros”, argumenta.

O jovem designer de peças de automóveis, de 24 anos, é um dos pioneiros do grafite na cidade. Diego desenvolveu o gosto pelo desenho ainda criança e o talento facilitou o processo de adaptação. O interesse por este tipo de pintura surgiu em uma apresentação da banda Flowzen, da qual faz parte, em Macaé. "A gente foi fazer um show em um evento atrelado à cultura do hip hop em geral, que inclui a dança de rua e o grafite. Gostei e pensei em trazer para nossa cidade, assisti diversos vídeos na internet e comecei a praticar para me aprimorar. Então criamos o grupo The Red Crew, formado por quatro integrantes”, conta.

Desde então, vários espaços, antes vazios, ganharam as cores da criatividade. Após a tragédia de 2011, diversos muros de contenção foram construídos e o aspecto cinzento das obras aos poucos dá lugar ao colorido das tintas. "Comecei a fazer o trabalho junto com um amigo, e as pessoas passaram a nos chamar para fazer trabalhos em casas, instituições e outros lugares. As pessoas querem saber sobre a arte, e inclusive desejam fazer aulas. Entretanto, ainda não temos estrutura para isso, pois Nova Friburgo ainda não é uma cidade do grafite.”
 

Imagem de Raul Seixas coloriu uma das faixas utilizadas no Ato Louco




Pintura em um muro da Rua Monte Líbano é considerada
a mais marcante pelos grafiteiros friburguense

"Nova Friburgo ainda não é uma cidade do grafite”

Esta frase retrata as dificuldades para adquirir o material necessário às pinturas. Cada lata de tinta custa em média R$ 13 e não são utilizadas menos de cinco para cada desenho. O próprio grupo se reúne, divide as despesas e executa o trabalho. O tempo de pintura varia de acordo com o tamanho do espaço e dificuldade dos traços. Os trabalhos de 5x2 metros, por exemplo, geralmente são feitos em uma hora. "Nós trabalhamos com a Color Gym, que não é própria para o grafite e custa caro. Não tem outra tinta para spray. A gente gasta bastante dinheiro quando desenvolvemos um trabalho.”

A variedade de bicos encaixados na lata do spray e utilizados para colorir as figuras também é limitada nas lojas do município. A espessura e o cumprimento de cada um interferem na hora de fazer os traços. "Improvisamos com agulhas para o traço sair mais fino e outros truques que estamos aprendendo com a prática.”
Antes da pintura, o desenho é feito com uma cor neutra, mais próxima à do muro a ser colorido, ou mesmo com pedras. Assim foi feito na Rua Monte Líbano, no Centro, naquele que é considerado o trabalho mais marcante do grupo. "Contamos com a ajuda de alguns amigos de Macaé, e acho que o nosso trabalho aliviou um pouco aquela lembrança ruim, de tudo o que aconteceu no local. O intuito do grafite naquele lugar foi exatamente mudar isso, e mostrar que a cidade vai se reconstruir. As cores e o desenho fortaleceram o ideal de reanimar a cidade.” 

Entretanto, grafitar ainda não é tarefa fácil. E não só pelas dificuldades estruturais. Diego perdeu a conta de quantas vezes foi abordado por policiais, que pediam para ver a autorização. Nem sempre eles tinham. "Apelamos para a conversa. Na maioria das vezes conseguimos convencer de que aquela pintura seria positiva para o local”, conta.







Muros da Rua Cristina Ziede ganharam um

colorido especial com o trabalho dos grafiteiros


O grafite-denúncia: a tela é a rua!

Cada desenho tem uma mensagem diferente. No Ato Louco, movimento realizado na Praça Getúlio Vargas, os grafiteiros pintaram uma foto do cantor Raul Seixas, simbolizando o Maluco Beleza. "A gente costuma levar um caderno com os desenhos e mostramos para os clientes. Às vezes eles pedem algo específico.” 

 Em outros casos prevalece a sensibilidade do artista, como no primeiro trabalho realizado por Diego Azevedo. O muro de contenção da Rua Cristina Ziede ganhou um toque de criatividade, onde as folhas da árvore se transformaram no cabelo do boneco desenhado. "A sacada foi exatamente a árvore que eu vi na hora. Não havia sido planejado, surgiu naquele momento. Até a polícia parou e elogiou.”

No Rio de Janeiro o grafite é utilizado para denunciar os problemas do município. Os artistas colorem os carros abandonados e o entorno dos buracos, e muitas vezes aceleram o processo de recolhimento dos veículos e reparo nas ruas. "Fizemos isso com uma Kombi abandonada em Conselheiro Paulino. Passamos por lá dias depois, e ela não estava mais no local”, relembra.

O talento ganha espaço e novos convites começam a aparecer. Diego revelou que a Apae pediu a pintura do muro, que deverá ser o próximo trabalho dos grafiteiros. Outros trabalhos, como a pintura do Viaduto Geremias de Mattos Fontes, estão inacabados e dependem de incentivos para serem finalizados. "O futuro do grafite é promissor. Ainda está difícil pela falta de material e de ajuda, mas espero que sejamos reconhecidos. Estamos fazendo a arte positiva. Hoje em dia, a tela é a rua.”



Na contramão das pichações, o colorido do

grafite começa a ganhar as ruas da cidade










Alguns dias após a pintura da kombi abandonada, o veículo foi retirado do local

http://www.avozdaserra.com.br/noticia/24284/a-arte-de-grafitar


Postado por Géssica Bom de Barros








segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Grafite e Pixação


Grafite e Pichação: os dois lados que atuam no meio urbano.
Nas civilizações mais antigas, como a dos egípcios, ocorria a narração de fatos em hieróglifos nas paredes dos túmulos dos faraós.Apesar de predominar a função decorativa e a aplicação de técnicas requintadas, ainda pode-se distinguir e perceber relatos e mensagens que tinham como finalidade retratar os objetivos, os feitos e oscultos aos grandes líderes (Gitahy, 1999). Atualmente pode-se dizer que qualquer obra, tenha ela sido criada com o objetivo de decorar ou de comunicar, considera-se como uma manifestação cultural,incluindo-se, também, a pintura rupestre. As manifestações culturais também fazem parte, na sua grande maioria, do conceito de arte. O desenho e suas variações como pinturas, rabiscos, gravuras e até mesmoesculturas são vistas como arte e, consequentemente, possuem um ponto de vista, uma moral, um sentimento, uma forma de expressão ou uma forma de comunicação.
Com o crescimento urbano e a falta decompetência dos órgãos públicos e dos governantes, começam a aparecer os problemas da grande densidade populacional: a falta de emprego, de infraestrutura, de transporte, de serviços de saúde e desegurança e, consequentemente a opressão das classes menos favorecidas. Todos estes fatores levam ao aumento da criminalidade, à criação do pensamento em que o fim justifica os meios; o fim é a busca dosucesso e do poder. Aparecem aqui dois grupos: os pichadores e os grafiteiros. No grupo dos pichadores prevalece um nível de confrontação violenta e provocação da autoridade, sem qualquer pretensãoartística e insere-se em uma espécie de jogo, com dois desafios a serem vencidos, um interno e outro externo ao grupo dos pichadores que é deixar sua marca no lugar de mais difícil acesso – seja pelatopografia, seja pela vigilância ou proibição de acesso – e não ser pego pela polícia ou vigilância.Quem vence esses desafios é respeitado e legitimado como participante do grupo. Já no grupo dos grafiteiros prevalece o lado artístico, do humor, das mensagens e da moral, almeja visibilidade e reconhecimento como artista pela sociedade. Apesar de possuírem esta diferenciação existe um ponto comum que permanece entre pichação e grafite: a assinatura pessoal também chamada de tag. Essa é a marca registrada, o sinal de autoria da obra, e todo grafiteiro ou pichador tem o seu (Lazzarin, 2007).
Vale ressaltar que o grafite é uma forma de pichação, mas difere, em muito do significado mais moderno de pichação
“Grafite tem origem no termo italiano graffito, que deriva do latimgraphium. Inicialmente, designou um estilete utilizado para escrever sobre placas de cera. Posteriormente, a forma plural, graffiti, nomeou as inscrições gravadas na pré-história e na antiga Roma. Em 1965, a palavra graffiti foi utilizada para definir as pichações com spray e, nos anos 70, para indicar as modernas pinturas feitas com a mesma tinta. O termo pichação remete às inscrições realizadas com piche em muros na antiga Roma. Adquiriu arbitrariamente uma conotação pejorativa, quando se tornou uma prática de protesto social nos bairros periféricos de Nova Iorque, na década de 1960, e, mais tarde, quando foi utilizado por torcidas organizadas em práticas ilegais ou por grupos de controle do narcotráfico, mais especificamente nos bairros do Bronx e Harlem” (Schultz, 2010). Apesar de existir uma distância física e temporal entre a antiga civilização Romana e as grandes metrópoles contemporâneas, percebe-se a influência que estas exerceram sobre as sociedades modernas. Este tipo de manifestação cultural evoluiu e, com o passar de tempo, inspirou artistas nas práticas de pinturas e gravuras. Ele ressurgiu no século XX como uma forma de se expressar de maneira rápida, graças à criação de tinta em spray, e também é utilizada como forma de marcação. As linhas, cores, figuras eformatos do grafite sempre são incentivados por temas referentes à sociedade moderna, por isso, ele pode ser classificado como linguagem social e, na maioria dos casos, uma arte.     http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Grafite-e-Pincha%C3%A7%C3%A3o/54029879.html       Postado por Géssica Bom de Barros